A little bit of Sunshine - Sobre os fretados


Sábado, 04 de julho de 2009.

Recebi um e-mail que me motivou (nem sei quem passou meu e-mail para o rememente, mas tudo bem) a escrever este pequeno artigo. A seguir poderá ver a reprodução do e-mail. Este e-mail fala sobre o fretado, e sobre a evidente preocupação/indignação que isso causou na população.

Gostaria de lembrar que sou apolítico, mas defendo que ter a chance de ir sentado, dormindo, após chegar depois da meia-noite em casa e ter de acordar às 5h , é algo excelente. Essa tal lei de regulamentação dos fretados certamente tem outros interesses por trás, que com certeza não são ambientais, ou sociais. Talvez econômicos. Se os ônibus pararem de circular - conhecemos bem os humanos - mais carros estarão na rua, emitindo gases poluentes, congestionando o trânsito, e os famosos problemas que nos deparamos dia-a-dia.O trem brasileiro / Metro também não está muito longe. - lotado , sem infra-estrutura / e a greve? / e o preço?

As leis devem ser feitas para atender e moldar hábitos e costumes saudáveis da população, e não alimentar hábitos não sadios, como ir trabalhar de carro.

Contudo, seja qual for a decisão final sobre a eliminação da circulação dos fretados nos horários que a população mais precisa se locomover, tenho algumas dúvidas:

  • A qualidade do transporte "público" vai melhorar?
  • E o preço? ( Incrivelmente eu só vejo anúncios de que os preços sobem, e nunca "hoje o preço da passagem do ônibus caiu 10%", como pode acontecer com a gasolina ou a poupança. Eu acho que isso é para fazer como em Santo André que tinha todos os ônibus azuis, pintaram de branco com vermelho, aumentaram o preço da passagem e, depois de um mês pintaram de branco e azul. Alguém tem de mostrar trabalho.
  • E quando transporte público adotar a não rara, mas altamente prejudicial decisão de entrar em greve, que meio de transporte alternativo teremos? Os baratos táxis?
  • E a última, mas não menos importante: Alguém vai ler/responder/ se importar com essas perguntas?

Como pede o e-mail abaixo, para que assinem e repassem, e tudo o mais, criei um pequeno software de abaixo-assinado online, para gerenciar as assinaturas e, de alguma forma cooperar.
Acesse http://www.claytonfreitas.com.br/onibusfretado

O texto do e-mail (em vermelho):

(Texto de uma jornalista que defende a manutenção dos ônibus fretados)
  
Sr. Prefeito, somos cidadãos. 
  
A Prefeitura de São Paulo, no intuito de regulamentar o transporte de ônibus fretado, como sempre utilizou-se da via mais fácil para punir os usuários/eleitores/cidadãos. Agora eles terão de desembolsar a passagem do fretado, mais a extensão do transporte púbico (ônibus regular ou metrô). E, claro, desprender mais tempo entre um veículo e outro. E, claro, levantar mais cedo e, claro e evidentemente, enfrentar as condições sub-humanas dos transportes públicos.
 
Em manifestação pela imprensa, o prefeito e secretário dos transportes disseram que serão "apenas" 50 mil usuários impactados pela medida, número que eles não consideram representativo.
 
Muito provavelmente a prefeitura está se rendendo ao looby do setor de transporte público. Mas ao fazê-lo está também punindo 50 mil cidadãos que utilizam esse meio diariamente para chegar ao trabalho (não a festas, teatros, ou parques, mas ao trabalho). Regulamentar sim, punir usuários, não. Mais gasto, mais tempo, mais desconforto. Esse é o resultado da medida do nosso ilustre prefeito.
 
Claro que o prefeito está se lixando para 50 mil cidadãos/eleitores/usuários do sistema de fretados. Porém, 50 mil (acho que esse número é maior) impactados diretamente. Indiretamente está a família desses usuários/eleitores/cidadãos. Multiplica-se, então, esses 50 mil por cinco e chegaremos a 250 mil pessoas. Essas 250 mil pessoas poderiam, por exemplo, influenciar mais quatro,cada uma, e chegaremos a um milhão de pessoas absolutamente insatisfeitas com medidas arbitrárias, antidemocrática e autoritária como essa. Não estamos, ainda, computando o numero de desemprego (lembremo-nos que estamos em plena crise financeira mundial). Mas ele ainda acha, e sua (in)competente equipe, que não haverá impacto.
 
Não haverá impacto a eles (prefeito e secretários) , obviamente, que vão ao trabalho diariamente escoltados por carrões e muitas vezes blindados e com segurança. Mas como disse o nosso também ilustríssimo presidente Lula, a lei é para alguns. Outros não precisam se sujeitar a ela.
 
Vamos por a mão na massa. Mostrar nossa indignação. Parar de aceitar tudo tão placidamente. Vamos mostrar na urna qual o impacto de uma decisão que vai mexer com a vida de "apenas" 50 mil pessoas. Passem essa mensagem ao maior numero de pessoas possíveis, e que cada uma assine embaixo, se concordar. Para legitimarmos essa manifestação, enviem o e-mail em cópia oculta para sua lista, mantendo o cuidado de enviar com copia para
sdestro@globo.com. Desta forma manteremos controle sobre a lista, e, em conseguindo um milhão de assinaturas, nos dirigiremos à prefeitura para mostrar que uma decisão desse tamanho não se adota na canetada, tampouco no looby.